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Abertura da Rua Visconde do Uruguai atrasa

Espanadores e vassouras a postos e começa uma nova jornada de trabalho para ambulantes legalizados e lojistas no grande canteiro em que foi transformada a Rua Visconde do Uruguai, no Centro. Iniciadas há quatro meses, as obras de revitalização do Centro — que tem como objetivo abrir a via ao tráfego de veículos e ordenar os ambulantes em um camelódromo — deveriam ser concluídas este mês. A intervenção, porém, não tem prazo para chegar ao fim, e resta aos ambulantes ficar espremidos no que sobrou da calçada e conviver com a poeira causada pela abertura da via.

 

 

Para impedir que a poeira danifique produtos expostos nas prateleiras, lojistas constantemente jogam água no chão de terra. Funcionários sofrem com rinite alérgica. Os pedestres também estão com dificuldades para caminhar no local. A buraqueira aberta e o desnível no trecho que restou da calçada viraram obstáculos no caminho e já levaram ao chão alguns idosos, segundo os ambulantes.

A justificativa da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) para a demora na conclusão da obra na Rua Visconde de Uruguai é a necessidade de reparos na rede pluvial. Segundo a assessoria do órgão, funcionários foram escalados para fazer o acabamento em volta das caixas, entre as ruas Marechal Deodoro e São João, neste fim de semana. A Emusa explicou que identificou um bloqueio da rede de águas pluviais naquele trecho. Seria necessário fazer o reparo para dar continuidade à execução da nova calçada. A assessoria, contudo, não precisou um prazo para a conclusão dos serviços.

O secretário de Segurança e Defesa Civil, coronel Rui França, confirma que ainda não foi definido o ponto para onde os camelôs serão realocados no decorrer da obra.