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ACONTECEU, EM BRASÍLIA, O II FÓRUM NACIONAL DO COMÉRCIO

Na noite desta terça-feira, 27, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) deu início ao Fórum Nacional do Comércio, no Royal Tulip, em Brasília. Com autoridades presentes, como o governador Rodrigo Rollemberg e o secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Marcelo Maia, o evento contou com mais de 600 participantes.

Na abertura, Rodrigo Rollemberg destacou a importância de o setor, em união com o poder público, enfrentar os desafios que surgem no atual cenário de crise financeira. “Só conseguiremos superar [a crise] com novos processos, produtos e tecnologias, que vão garantir maior competitividade das nossas empresas”, avaliou o governador. Ele pontuou ainda que o Executivo local tem investido em avanços na área do empreendedorismo, como a possibilidade de empresas de atividades de baixo risco serem abertas em até cinco dias.

Honório Pinheiro, presidente da CNDL, também destacou aos convidados presentes a importância de eventos como o Fórum para o comércio nacional. “A minha fala, neste momento, expressa três sentimentos. O primeiro é de agradecimento, dirijo-me a todos vocês porque eu consigo dimensionar o esforço e o empreendimento para cada um que está aqui, porque entendo que empreender no Brasil é muito mais que uma vocação. O segundo é de reconhecimento. Entendo que encontros dessa natureza são ambientes favoráveis para que ocorram melhorias que tanto necessitamos para o nosso setor. Falo em melhorias da legislação trabalhista, na simplificação da legislação tributária, na regulação dos meios de pagamentos, na normatização do trabalho intermitente e da desburocratização do ambiente de trabalho.

Após a abertura, a jornalista Mara Luquet apresentou um breve panorama econômico e mediando a palestra do secretário da Fazenda do Estado do Ceará, Mauro Benevides Filho. O secretário mostrou gráficos sobre o PIB, endividamento e desemprego no Brasil, ambos alarmantes. O orçamento de 2015 foi o tema mais citado em virtude do déficit primário divulgado pelo Governo recentemente, R$ 51,8 bilhões. O resultado negativo equivale a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Já a taxa de desemprego no segundo trimestre deste ano chegou a 8,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Também estiveram na abertura o secretário de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Arthur Bernardes; o secretário-adjunto de Trabalho da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (fusão das antigas pastas do Trabalho e do Empreendedorismo; de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial e de Direitos Humanos; e de Desenvolvimento Humano e Social), Thiago Jarjour; o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio), Adelmir Santana, e do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal, Edson de Castro; o diretor-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Distrito Federal (Sebrae-DF), Antônio Valdir de Oliveira; representantes das 27 Câmaras de Dirigentes Lojistas brasileiras; e parlamentares federais, entre outras autoridades.

O segundo dia do Fórum Nacional do Comércio foi marcado por grandes painéis e debates. Logo pela manhã, o procurador do Distrito Federal, Leonardo Bessa, Ilton Schwaab, do banco do Brasil e o superintendente do Banco do Nordeste, Luíz Sérgio Farias Machado, participaram do painel sobre Crédito e Consumo mediado pelo jornalista Cristiana Lôbo.

No painel seguinte, quatro representantes das maiores entidades brasileiras do comércio e serviços se para discutirem assuntos oportunos para o setor. A jornada de trabalho intermitente e a CPMF foram os principais assuntos da rodada. Os participantes, Honório Pinheiro, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Fernando Yamada, presidente Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), José do Egito, presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) e Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), são integrantes da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), que conta ainda com a participação da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (ALSHOP), Confederação das Associações Comerciais e Empresarias do Brasil (CACB) e Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, chamou a atenção sobre a necessidade de alterar os tipos de contratações já existentes. “A legislação trabalhista atual que permite apenas a contratação de mão de obra em jornadas fixas e de 44 horas semanais não atende a necessidade do setor. Nossa legislação é do ano de  1942 e focada na indústria e não no setor de comércio e serviços, que hoje é um dos principais geradores de emprego do Brasil. Vamos lutar no Congresso pela normatização da jornada intermitente e demostrar a necessidade da utilização da jornada móvel e da jornada reduzida de trabalho”, afirmou Pinheiro.

Após o almoço, a palestra Inovação e Criatividade em cenário desafiadores, com Rivadávia Drumond, do HSM Management, foi um dos destaques da tarde. Estratégias para inovar nas instituições, principalmente durante a crise econômica vivida pelo Brasil, foram pontuadas por especialistas no setor. Para Rivadávia, a palavra chave para inovar é uma: mudança. “O problema é que todo executivo e gestor acha que inovação é só tecnologia ou só o produto. Mas 80% do investimento que você faz é em inovação contínua, inovação incremental. Ou seja, é fazer melhor o que você faz. Sair da zona de conforto e mudar. Se o seu processo de entrega demora 12 dias, e agora você faz em três, e mais barato, você fez a inovação funcionar”, explicou.

Ainda segundo o especialista, a inovação só consegue ser uma alavanca para os negócios caso seja aplicada pelos empreendedores em quatro pontos principais: na estratégia da empresa; nas soluções para os processos que vão dificultar a execução dos seus trabalhos; nas ferramentas que precisam utilizar; e na forma como medir o grau de sucesso da companhia.

Saindo de inovação para gestão de pessoas e produtividade do Varejo, o segundo painel da tarde contou com a presença do empresário Mário Gazin, da Rede Gazin, Flávio Rocha, presidente da Riachuelo e o empresário César Souza. Finalizando a tarde com muita descontração e despertando risadas entre os convidados, o professor Clóvis de Barros Filho finalizou o evento com a palestra A vida que vale a pena ser vivida. Já a noite foi marcada por um coquetel e jantar de encerramento.