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ARRECADAÇÃO CRUEL OU REFORMA TRIBUTÁRIA E POLÍTICA

O Governo Federal perdeu o controle da economia do nosso país, haja vista as manifestações populares em todo território nacional. Quando, por exemplo, parte da população toma as ruas, com mensagens em cartazes que dizem “queremos educação, saúde” a revolta é contra uma política tributária e fiscal ineficiente que se esconde atrás de uma política arrecadatória que está implantada no Brasil há mais de vinte anos.

Na verdade, os números da Receita Federal comprovam a tese que a estrutura tributária atual foi feita para garantir sucessivos aumentos de arrecadação e, a tendência é de que continue a se expandir bem acima ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Diante desse contexto, os impostos que são pagos com muito suor merecem ser bem administrados, mas para isso precisamos de políticos que saibam gerir esses recursos. E como conseguimos isso? Escolhendo bem os políticos. A nossa responsabilidade está em votar com convicção e analisar cuidadosamente cada candidato, suas realizações e experiências como gestor, pois o sistema eleitoral atual não ajuda em termos de bons políticos.

Sendo assim, chegou à hora de se fazer a tão esperada e pedida “Reforma Tributária” e “Reforma “Política” sem que haja impactos na arrecadação do Governo Federal, afastando assim o grande temor que os governadores e prefeitos têm em perder receitadas com a reforma tributável. Trata-se de um grande passo a frente, para o aumento da competitividade, para a economia brasileira e para ter condições de se formar uma maneira mais sustentável por um período longo e próspero.

Logo, a reforma política – tão esperada pela sociedade e temida pelos políticos – é um passo imprescindível para um processo de melhora real e verdadeira na política nacional, seja pelo seu modo de votar e ser votado. É um ato social importantíssimo para uma verdadeira limpeza na nossa forma atual de fazer política no Brasil. Sem dúvidas, ela é o inicio de uma boa e eficiente modificação da atual administração pública, que já se mostrou falida e ineficiente.

Chegou a hora de pensar em um país melhor para o futuro!

 

Joaquim Pinto

Presidente do Conselho Superior da CDL Niterói