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Bebidas: Setor considera improvável alta de tributos antes da eleição

Representantes do setor de bebidas frias, que inclui cervejas, refrigerantes, água e isotônicos, reúnem-se nesta terça-feira com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília, para discutir sobre a proposta do governo de elevação da carga tributária sobre o setor, já adiada por duas vezes neste ano.

Representantes das indústrias consultados pelo Valor consideram pouco provável que o reajuste de impostos aconteça. Na visão do setor, os dois adiamentos e a fala recente da presidente Dilma Rousseff de que não havia interesse na correção da tabela por enquanto sinalizam que a mudança na carga tributária deve ficar para 2015.

A elevação da carga tributária estava prevista inicialmente para 1º de junho, mas foi prorrogada por 90 dias para evitar aumento nos preços das cervejas e refrigerantes durante o período de Copa do Mundo. Quando anunciou o adiamento, o governo federal também informou que faria um reajuste de forma escalonada, sendo que a primeira elevação estava prevista para setembro. No mês passado, a presidente Dilma Rousseff, afirmou em um evento em Rondônia que não tinha interesse em corrigir a tabela de preços das bebidas frias no curto prazo.  O reajuste em setembro estava estimado em 2,25%.

O maior interesse do setor na reunião desta terça-feira é saber se o governo irá mudar o modelo de tributação para os próximos reajustes. Atualmente, o aumento da tributação é feito com uma correção nas tabelas de preços dos produtos, que servem como base para incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do PIS/Cofins. Representantes da indústria pediram ao governo para tributar sobre o preço de venda do atacado para o varejo, como é feito com outros produtos. Essa mudança reduziria a carga tributária para o setor.

Para representantes das indústrias, se a mudança no modelo de tributação não for feita agora, a revisão da metodologia pode ficar a cargo do próximo governo, o que faria com que as negociações voltassem à estaca zero com a eventual entrada de um novo governo. 

Crédito: Cibelle Bouças | Valor Econômico