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Consumidores mudam receitas para fugir de altas de produtos

Por Pedro Conforte

 

Cenoura está 32,64% mais cara, o tomate custando mais 27,27% e a cebola batendo quase 22% de aumento comprar alimento em janeiro não foi fácil e a perspectiva é que este aumento perdure pelos próximos dois meses. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as altas temperaturas e as fortes chuvas foram determinantes para queda na qualidade dos produtos no final de 2015, o que fez o preço subir. O levantando mostra ainda que o cenário tende a se manter durante o 1º trimestre deste ano, uma vez que há expectativa de maior frequência de chuvas para o período. Por conta disso, consumidores estão tendo que se adequar a nova realidade, muitas vezes trocando alguns alimentos.

“Eu particularmente adoro tomate, e antes, se pudesse comia todos os dias com uma boa salada. Mas agora estou tendo que ir a mais de um supermercado para pesquisar o preço, tentando aproveitar as promoções e ofertas. O chato é que não há todos os dias e por isso, às vezes deixo de levar. Alguns alimentos ainda dá para trocar, como comprar a mandioca no lugar da batata”, contou a dona de casa, Fátima Lima, de 54 anos.

Já o comerciante Fábio Alves, de 31 anos, virou um caçador de promoções. Ele contou que percorre mercados de São Gonçalo e Niterói buscando o melhor preço. “Claro que alguns produtos não têm como fugir muito, como o tomate e a batata, por isso acabo comprando apenas o necessário para não estragar na geladeira e em outros casos troco por um outro produto, como é o caso de outros temperos no lugar da cebola”, falou.

Para a professora do Departamento de Nutrição e Dietética da UFF, Telma Moreira de Mattos, as substituições dos alimentos, no caso dos hortifrutícolas que se encontram com preços altos, por outros mais em conta e que apresentem teor nutricional próximos devem seguir alguns critérios no momento desta substituição, a safra dos alimentos e promoções da semana em feiras e supermercados do bairro.

“Quanto à safra, este critério é ao meu ver, o mais importante, uma vez que o preço varia dependendo da sazonalidade de cultivo e colheita de cada alimento. Por exemplo, o tomate é um dos principais gêneros com maior sazonalidade nesta época do ano, apresentando baixa oferta nos meses de fevereiro a abril e consequentemente aumento dos preços, voltando a ter a sua oferta equilibrada nos meses maio a outubro. Neste período, recomenda-se a substituição do tomate por pimentão vermelho, que tem uma ótima safra nos meses de dezembro até maio e que em termos calóricos se encontram no mesmo grupo de alimentos (Hortaliças A)”, esclareceu ao Telma Moreira.

Já no caso da cebola, a professora destaca que fevereiro é um período de baixa safra, vindo a normalizar o preço a partir de julho. “Neste caso, podemos substituir a cebola por alho e cebolinha, que tem praticamente o ano inteiro. Quanto à cenoura podemos substituir por abóbora que tem um ótimo preço o ano inteiro, praticamente. Já a batata inglesa sugere-se substituir por aipim ou inhame”, esclareceu.

 

Fonte: A Tribuna