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Criminalidade faz comércio fechar as portas

Uma reportagem feita pelo Jornal da Band mostrou o aumento da ação de criminosos na região metropolitana e contou com a opinião do Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Niterói, Fabiano Gonçalves. O comerciante falou sobre a falta de segurança que impera entre os donos de lojas da região. “Está muito difícil continuar trabalhando tendo a certeza que você vai abrir e fechar sua loja sem algum problema de criminalidade dentro de seu estabelecimento”, aponta o Fabiano Gonçalves à reportagem da Band.

A retomada pela polícia dominadas pelo tráfico do Rio de Janeiro fez os criminosos fugirem para outras regiões do estado. Cidades na área metropolitana em consequência dessa fuga, sofrem com a presença de bandidos recém chegados.

A onda de violência recente em municípios da região metropolitana e sensação de insegurança da população não são por acaso.

Um documento conseguido através de um funcionário da empresa de energia Ampla, que atende a região, mostra que os bandidos mudaram de endereço e passaram a dominar áreas até então consideradas tranquilas.

Segundo os dados presentes no documento, no ano de 2009, 113 mil pessoas moravam em regiões onde os técnicos da empresa não podiam entrar para fazer serviços e a manutenção de sistemas, devido à presença de criminosos na localidade. Atualmente, no ano de 2012, 352 mil pessoas vivem nestas áreas. O salto nos números coincide com o início do processo de pacificação de favelas na capital, no fim de 2008.

A localidade que mais chama atenção é a cidade de São Gonçalo. Em 2009, eram 18 mil pessoas em áreas que a Ampla Não chegava. Em 2012 são 118 mil pessoas que ficam reféns de bandidos, sem assistência da empresa de energia. A vizinha, Niterói, também observou aumento nos números. Um salto de 20 mil pessoas a mais em zonas de risco. Em 2009 eram 45 mil pessoas nesta situação. Atualmente, são 65 mil.

Esta nova realidade vem trazendo também mudanças no comércio da região. Com uma maior presença de bandidos, muitos comerciantes optam por fechar as portas mais cedo e muitos têm até desistindo do negócio.

A secretaria de segurança informou que ainda não teve acesso ao documento, mas que não há indícios da fuga de bandidos para outras regiões do estado e nem do aumento da criminalidade.