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Desemprego cai para 13,3% no trimestre até abril, diz IBGE

Men look at job listings posted in downtown Sao Paulo, Brazil, on Monday, April 25, 2016. Brazil shed more than 100,000 formal jobs in March as a second year of recession pummels a labor market thats not expected to improve in 2016 regardless of how President Dilma Rousseffs impeachment process plays out. Photographer: Paulo Fridman/Bloomberg

Taxa caiu depois de ter atingido a máxima de 13,7 por cento no primeiro trimestre e de ter recuado a 13,6 por cento nos três meses até abril

São Paulo / Rio de Janeiro – O mercado de trabalho no Brasil voltou a melhorar pela segunda vez seguida e a taxa de desemprego caiu a 13,3 por cento no trimestre até maio diante do aumento da população ocupada mesmo em ambiente de incerteza no país diante da crise política que vem afetando a confiança dos agentes econômicos.

A taxa caiu depois de ter atingido a máxima de 13,7 por cento no primeiro trimestre e de ter recuado a 13,6 por cento nos três meses até abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

O resultado ainda foi bem melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters com analistas, de 13,6 por cento. No mesmo período de 2016, a taxa de desemprego foi de 11,2 por cento.

Apesar da melhora, o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo, prefere adotar a cautela diante do cenário econômico e político em curso no país. “Nesse momento, a melhor leitura é não conjecturar sobre o mercado de trabalho. Temos um momento político difícil no pais e crise econômica forte”, disse.

O mercado de trabalho reflete a conjuntura econômica que, embora venha dando indícios de melhora, ainda faz com que o país sofra as consequências de dois anos de recessão e, mais recentemente, a forte crise política que atingiu o governo do presidente Michel Temer.

Os dados da Pnad Contínua mostraram que a população desocupada subiu 20,4 por cento no trimestre até maio em relação ao ano anterior, mas foi abaixo da marca de 14 milhões, chegando a 13,771 milhões de desempregados. No trimestre até abril eram 14,048 milhões.

Já a população ocupada caiu 1,3 por cento sobre o mesmo período de 2016, mas avançou 0,4 por cento na comparação com o trimestre imediatamente anterior, marcando a primeira vez no ano em que esse contingente aumentou. Assim, atingiu 89,687 milhões de trabalhadores, contra 89,2 milhões de trabalhadores entre fevereiro e abril.

O rendimento do trabalhador chegou a 2.109 reais nos três meses até maio, sobre 2.107 reais no trimestre encerrado em abril e 2.062 reais no mesmo trimestre do ano anterior.

 

Fonte: Estadão.