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Dia do Comerciário é marcado pelo trânsito calmo e ruas vazias em Niterói – A Tribuna – 18/10/2021

Nessa segunda-feira (18) é comemorado o Dia do Comerciário, na tradicional terceira segunda-feira de outubro, e os trabalhadores do comércio de Niterói que não trabalharam estão lidando com o clima de frio e chuva. As ruas estão vazias, motoristas não encontraram dificuldade para estacionar e os constantes congestionamentos não se formaram.

Para alguns segmentos, como bancos, mercados, serviços públicos e farmácias, o dia de trabalho está sendo comum. “Esse é o dia dos comerciários, dos nossos trabalhadores que trabalham no comércio, e eles não podem trabalhar. O dia é muito importante e o que nós faríamos se não tivéssemos a mão de obra do atendimento, da organização e do controle que eles fazem? Indiscutivelmente a classe comerciária, que é trabalhadora e que temos procurado cada vez mais qualificar, é digna de que tenha seu dia de comemoração e descanso”, contou o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL–Niterói), Luís, Vieira.

Os comerciários não podem trabalhar nesse dia, a não ser que façam acordo com o sindicato com pagamento de taxa para o funcionamento. As principais ruas do Centro de Niterói, em sua maioria, ficaram vazias e com muitas lojas fechadas. “Eu trabalho em uma rotina cansativa demais. Só de ficar um dia em casa é uma felicidade. Se tivesse feito sol eu ia na praia mas também tem tanta coisa para fazer em casa, que o trabalho não falta”, contou João Marinho, 30 anos.

HISTÓRIA DO FERIADO

O Dia do Comerciário é comemorado de forma oficial no dia 30 de Outubro, de acordo com a Lei 12.790, promulgada em 14 de Março de 2013. Essa data foi escolhida porque representa um momento de vitória para a classe dos comerciantes, por uma conquista de melhores condições de trabalho. No Rio de Janeiro a data é comemorada na terceira segunda feira do mês de outubro. De acordo com o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, em 29 de outubro de 1932, os caixeiros – como eram conhecidos os trabalhadores do comércio – se reuniram em manifestação no Largo da Carioca, Centro do Rio, contra a exploração e aos abusos a que eram submetidos pelos patrões. Outros trabalhadores se juntaram aos comerciários, como ferroviários, professores e jornalistas. O grupo marchou para a sede da Presidência da República, onde apresentou suas reivindicações ao então presidente Getúlio Vargas. Da sacada do Palácio, Vargas discursou para as cinco mil pessoas – uma multidão para os padrões da época – que exigiam um trabalho mais digno e humanizado. Naquela mesma data, o então presidente atendeu às reivindicações dos comerciários e assinou o decreto que criou a Carteira de Trabalho, instituiu o repouso semanal remunerado aos domingos e acabou com a carga horária de 12 horas diárias.

Fonte: A Tribuna