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Dois milhões de brasileiros entram na lista de inadimplentes em 2015, revela indicador do SPC Brasil

Volume de consumidores inadimplentes acumula alta de 4,63% em cinco meses. Dívidas contraídas no período das
festas de fim de ano e início de 2015 têm o maior crescimento

 

No último mês de maio, o número de consumidores com contas atrasadas e registrados nos cadastrados de inadimplência apresentou nova aceleração, avançando 4,79%, em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2015, a alta atinge 4,63%. De acordo com dados do indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o crescimento observado em maio é o maior desde agosto do ano passado e a mais intensa variação anual para os meses de maio desde 2013. Os economistas estimam que ao final de maio havia, aproximadamente, 56,5 milhões de brasileiros com o CPF negativado em todo o país. Isso significa dizer que, entre dezembro de 2014 e maio de 2015, houve um aumento líquido de dois milhões de novos adultos inadimplentes.

 

Na análise do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, as consecutivas altas da inadimplência neste segundo trimestre de 2015 coincide com o período de piora dos indicadores macroeconômicos, como inflação, renda e emprego, que afetam a capacidade de pagamento das famílias. “Ao longo do segundo semestre de 2014, o indicador vinha sendo puxado para baixo por conta da menor disponibilidade de crédito na economia. No entanto, a partir de março de 2015, o que se verifica é um novo repique da inadimplência. A alta dos preços diminui o poder de compra do brasileiro, que já encontra dificuldades em honrar o pagamento de suas dívidas em dia”, explica Honório.

Na comparação mensal, entre abril e maio deste ano, o número de pessoas inadimplentes também apresentou uma ligeira aceleração, passando de 1,16% para uma alta de 1,20%. De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o aumento na base mensal de comparação, sem sazonalidade, foi puxado principalmente pelos devedores que têm dívidas atrasadas entre 91 e 181 dias – crescimento de 7,27%. “O dado sugere que os novos inadimplentes se concentram no grupo que adquiriu dívidas no início do ano e no período natalino do ano passado”, afirma Marcela.