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Dólar vira e passa a operar em baixa, à espera de decisões do Fed e Copom

Na véspera, a moeda subiu 0,70% frente ao real, a R$ 2,9422.
A última vez que o dólar fechou abaixo de R$ 2,90 foi no dia 2 de março.

O dólar opera em baixa nesta quarta-feira (29), após o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no primeiro trimestre alimentar expectativas de que o Federal Reserve pode indicar nesta tarde que não pretende elevar os juros tão cedo.

A moeda norte-americana operou instável até sair o resultado do PIB. Segundo analistas, o vaivém devia-se às expectativas antes da divulgação do comunicado do Fed, às 15h, e da decisão do Banco Central brasileiro sobre a Selic, após o fechamento dos negócios.

Às 13h49, a moeda norte-americana recuava 0,06%, a R$ 2,9404 na venda, após subir 0,70% na sessão passada, interrompendo série de cinco altas consecutivas. Veja cotação.

“Não deverá haver alteração na taxa de juros (nos EUA). Entretanto, há uma grande expectativa em torno do comunicado final da reunião, sempre na busca de sinais relativos ao início do ciclo de aperto monetário”, escreveu o operador da corretora Correparti Ricardo Gomes da Silva em nota a clientes.

Economistas vêm afirmando que é mais provável que o Fed eleve os juros em setembro do que em junho, enquanto os mercados financeiros indicam que o aperto monetário pode começar ainda mais tarde. Essa perspectiva foi fortalecida nesta manhã pelo crescimento de apenas 0,2% do PIB dos EUA no primeiro trimestre, bem abaixo das expectativas de expansão de 1%.

Na sessão passada, o dólar chegou a flertar com níveis mais baixos do que R$ 2,90 pela primeira vez em mais de dois meses. Segundo operadores, esse movimento pode ganhar mais sustentação se o Banco Central confirmar as expectativas do mercado e elevar a Selic em 0,50 ponto percentual nesta quarta-feira, a 13,25%.

“Com essa alta de juros, fica bem atraente aplicar aqui, então pode ter fluxo de câmbio”, afirmou o operador de uma corretora nacional sob condição de anonimato. “Se o Brasil fizer o dever de casa, recuperar a credibilidade e continuar com esses juros, não tem para ninguém”, acrescentou.

No fim da manhã, o BC também fará mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em 4 de maio, que equivalem a 10,115 bilhões de dólares, com oferta de até 10,6 mil contratos.

Na véspera, a moeda norte-americana subiu 0,70% frente ao real, a R$ 2,9422 na venda. Na mínima do dia, chegou a ser vendida a R$ 2,8868. A última vez que o dólar fechou abaixo de R$ 2,90 foi no dia 2 de março, quando terminou a R$ 2,8951.

Fonte: G1