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Economia brasileira deve crescer no 2º semestre

De acordo com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a partir do segundo semestre de 2012 a economia do país deve acelerar. “Já percebemos um ritmo de atividade maior no segundo trimestre do que no primeiro trimestre”, exemplificou.

Um dos motivos que torna possível esse crescimento são os bons fundamentos na economia brasileira. Segundo o presidente, a turbulência na economia internacional, gera um cenário desinflacionário sobre as commodities, o que ajuda a controlar a alta de preços no mercado interno. Além disso o dólar que ficou cerca de 6% mais caro em relação ao real em maio, movimento considerado “moderado” por ele se comparado ao que ocorreu em outros países.

O spread (diferença entre a taxa de captação paga pelos bancos para obter recursos e a cobrado dos consumidores e empresas) no mês de maio teve uma pequena redução, o que ajuda também na boa perspectiva a partir de julho. a redução à queda nos juros básicos da economia (taxa Selic) desde agosto do ano passado, tem sido bom motivo para situação economia, aumentando o volume de crédito diz Tombini.

Segundo o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, a economia brasileira vai fechar o segundo semestre de 2012 com taxa de crescimento entre 4% e 4,5%. “No segundo semestre poderemos atingir esse nível de crescimento que não conseguimos atingir no primeiro semestre”, disse o ministro.

Na visão dele, o governo não adotou medidas protecionistas, e sim, de defesa da indústria nacional, principalmente da automobilística.

Na visão da economista Paula Monteiro de Castro, apesar de toda a tensão que a crise na Europa causa nos mercados mundiais, as estratégias desenvolvimentistas do governo Brasileiro que deixam de lado as preocupações inflacionarias e visam estimular o consumo através de cortes na taxas de juros, serão estimulo ao crédito e redução da carga tributaria nos setores ligados ao consumo aquecendo a economia no país.

Esses fatores em conjunto com a alta na renda dos brasileiros também devem sustentar a trajetória ascendente das vendas no varejo que em abril subiram 6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O presidente (licenciado) da CDL Niterói, Fabiano Gonçalves, dá sua opinião como economista.

“Vejo o segundo semestre muito mais aquecido que o primeiro, estimulado pelas vendas de fim de ano, que começam a ser produzidas e vendidas neste início do segundo semestre”.

Ainda de acordo com Fabiano, o comércio espera com expectativa positiva o resultado das medidas fiscais expansionistas adotadas pela equipe econômica do Governo Dilma. As grandes redes de varejo dão prova dessas expectativas por conta das várias aberturas de lojas e inaugurações de shoppings por todo o País

Os shopping centers brasileiros devem superar em 2012 a marca dos 110 bilhões de reais de faturamento, segundo informações da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).

A expansão de cerca de 6% da receita, será fruto do aumento da comercialização nos pontos-de-venda já existentes e também dos negócios que serão gerados nas dezenas de empreendimentos que serão abertos.

Somente neste ano, 43 estabelecimentos devem ser inaugurados, conforme levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Esses projetos, de acordo com a entidade, serão somados às 430 unidades atuais, que totalizam quase 10 milhões de metros quadradosde Área Bruta Locável (ABL). A expectativa da Alshop para os próximos dois anos e meio é que 124 novos shoppings sejam construídos.