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Educação empreendedora avança nas escolas brasileiras

A partir do próximo semestre, estudantes de 15 cursos da rede pública de ensino técnico passam a ter a disciplina de empreendedorismo em seus currículos. A iniciativa é resultado de acordo de cooperação entre o Sebrae e o Ministério da Educação (MEC), que cria no País o Pronatec Empreendedor. Com isso, o Brasil avança junto com 50% dos países europeus que estão incluindo a educação para o empreendedorismo em suas escolas.

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Os dados são de um relatório da Agência Executiva de Educação, Audiovisual e Cultura da União Europeia acerca do cenário da educação empreendedora nas escolas de 31 países europeus. Em 50% dos países pesquisados, o empreendedorismo integra as disciplinas obrigatórias do ensino médio, assim como as relacionadas às ciências econômicas e sociais. Em países como a Lituânia e a Romênia, o empreendedorismo é disciplina específica no currículo.

No Pronatec Empreendedor, o estudo da disciplina empreendedorismo também será obrigatório e irá compor o currículo dos cursos, junto com as demais disciplinas. Terá até 52 horas de duração, divididas em três módulos. A matéria chegará a 15 cursos, entre eles cabeleireiro; cuidador de idoso; promotor de vendas; montador e reparador de computadores; e técnico em informática.

Entre as principais competências a serem desenvolvidas pelos alunos durante o curso estão: compreender o mercado de trabalho e o mundo do trabalho para o desenvolvimento do seu projeto de vida; identificar os tipos de empreendedorismo e suas características; reconhecer a importância do desenvolvimento de atitudes empreendedoras para o seu projeto de vida; e desenvolver um plano de vida e carreira.

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No Brasil, o Pronatec Empreendedor deve englobar cerca de 1,5 milhão de estudantes de todo o país. O acordo com o MEC prevê também a capacitação pelo Sebrae de sete mil professores até 2014, além da disponibilização de especialização e/ou mestrado em educação empreendedora.

“Empreendedorismo na educação significa valorizar os processos educacionais que estimulam o desenvolvimento do ser humano em todas as suas dimensões, de forma que ele possa contribuir com ideias para o mundo dos negócios e para o ambiente em que está inserido”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. “O comportamento empreendedor é útil para quem vai ter o próprio negócio ou para quem vai trabalhar em uma empresa. O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e globalizado e exige trabalhadores bem qualificados, mas que tenham um diferencial”, completa.

Em 12 desses países que constam no relatório da agência europeia são apoiadas iniciativas relacionadas com a educação para o empreendedorismo, como o fomento da cooperação entre escolas e empresas e a criação de pequenos negócios por estudantes. O Sebrae possui vários cursos de empreendedorismo no ensino formal, que vão desde o ensino fundamental até o ensino superior e já capacitou cerca de dois milhões de pessoas em educação empreendedora.

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(Com informações da Agência SEBRAE)