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Empreendedores Informais

Trabalhar sem depender de patrão e abrir seu próprio negócio é o que deseja grande parte dos empreendedores brasileiros. Porém em pesquisa realizada em maio deste ano pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 40% desses trabalhadores ainda vivem na informalidade. Por não possuírem CNPJ e não terem acesso ao crédito, 76% desses trabalhadores utilizaram dinheiro próprio para abrir seus negócios.

[one_half]De acordo com o estudo feito nas 27 capitais brasileiras no qual foram analisados mais de 600 casos de empreendedores informais, 66% querem ampliar o seu negócio e apenas 18% desejam formalizá-lo. Outro dado importante a ser ressaltado é o fato desses empreendedores superarem a média de trabalho da CLT, ocupando também os finais de semana. Segundo o levantamento, mais de 42% dos entrevistados afirmaram nunca ter tirado férias. Com isso, o empreendedor não tem tempo hábil para se capacitar e gerenciar seu negócio de forma adequada.

Como se não bastasse a falta de tempo para se dedicarem na gerência do seu próprio negócio de forma adequada, mais de 80% dos pesquisados dizem não adotar nenhum tipo de planejamento financeiro e 72% não fazem contribuição previdenciária por conta própria, não possuindo nenhuma garantia em caso de quaisquer problemas.

Segundo o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, o maior desafio é demonstrar ao empreendedor que a informalidade não compensa. “A informalidade impede que o empresário desenvolva seus negócios. Por isso, ele perde em competitividade”, avaliou.

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Por se encontrarem na informalidade, estes trabalhadores ficam mais vulneráveis aos órgãos de fiscalização. Pelo menos 30% dos comerciantes informais alegaram que já se sentiram obrigados a mudar o ponto de venda em virtude das fiscalizações e outros 27% não puderam registrar um boletim de ocorrência após furtos de mercadorias.

Outra dificuldade encontrada por estes trabalhadores é a confiança que precisam passar para seus clientes. De acordo com a pesquisa, 17% afirmaram já terem sofrido rejeição de consumidores que constestaram a qualidade do serviço prestado.

Para driblar as dificuldades o empreendedor informal se vê condicionado a adotar práticas menos sofisticadas. O exemplo disso é que apenas um em cada dez (9%) já aceita cartões de crédito ou débito como forma de pagamento e a principal maneira de divulgação do negócio é a indicação do famoso “boca a boca”.

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