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Empreendedorismo e o Comércio Exterior

Muitos são os atributos e características de um empreendedor e estes sempre serão muito bem vindos quando se trata de comércio exterior. Afinal de contas, em operações que fogem a regras e costumes de nosso país, vários de seus predicados serão postos à prova.

 

 

Empreendedor é aquele vai enxerga mais longe, que vai além dos limites tradicionais, e encara o risco como algo inerente à sua vida, profissional ou pessoal. Força e energia estão concentradas para o alcance de um resultado claro e com forte significado pessoal e este sabe que o planejamento é seu mapa do tesouro.

Fazendo um paralelo com um empreendedor que deseja operar no comércio exterior o estabelecimento de uma meta clara e específica é o ponto de partida e o alvo a ser atingido.

Pesquisar as potencialidades de um mercado comprador é instrumento essencial para que a decisão seja tomada de forma profissional e abre caminho para os primeiros passos. Informações como o tratamento administrativo e tributário do produto, normas alfandegárias, costumes do público-alvo, tendência de diminuição, estabilização ou crescimento no mercado pretendido e posicionamento da concorrência são algumas das ações preventivas antes de se escolher por exportar ou importar um produto. Assim procedendo ficará mais claro se o público-alvo será buscado a partir de um produto já existente ou se o produto será criado ou modificado para atender a uma demanda. Escolher se o produto será disponibilizado diretamente às lojas, atacadistas ou distribuidores deixa de ser fruto de “achismos” e passa a ser estratégico.

Em seguida entra em cena seu perfil de planejador. Infelizmente as MPE brasileiras têm um histórico de raramente conseguir repetir um pedido para seus clientes no exterior ou de comprar novamente de seus fornecedores externos. Os motivos variam: problemas com questões alfandegárias, produtos fora das normas combinadas, prazos de embarques descumpridos etc. Antídoto: planejamento baseado em informações, conseguidas através de pesquisas primárias e secundárias. Visita a feiras, acesso a profissionais do comércio exterior como despachantes aduaneiros e bancos, além de dados sobre o público alvo diminuem os riscos de uma operação malograda.

E como em qualquer situação comercial, a administração de riscos é tarefa corriqueira nas operações de importação ou exportação. Transporte internacional, clima, sazonalidade, religião, impostos de importação, barreiras comerciais, logística internacional, inadimplência, língua, taxa de câmbio de moedas, entre outros itens, são fatores que influenciam uma operação. Seguros de carga, seguros de crédito, pesquisas cadastrais sobre compradores e vendedores, contratação de empresas de inspeção de carga e contratação de profissionais especializados nas diversas atividades que compõem o comércio exterior brasileiro trazem mais segurança e permite ao empreendedor um sono mais tranquilo. Bons sonhos!

Jorge Elias Milhem
Consultor de Comércio Exterior / CDL-Niteroi
jorge@icontrade.com.br
www.icontrade.com.br