Em: Notícias CDLNITEROI | Slideshow

Greve dos rodoviários chega ao fim e prejuízos ficam

A greve dos rodoviários de Niterói e região, terminada na noite de ontem, segunda-feira, causou prejuízos ao comércio local, é o que aponta a Câmara dos Dirigentes Lojistas do município. Segundo a entidade, durante toda a greve, os lojistas tiveram prejuízos de cerca de 40%.

A paralisação teve início na quinta-feira passada, dia 29, após assembléia realizada pelos rodoviários no dia anterior. Funcionários dos transportes das cidades de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Tanguá e Itaboraí, na Região Metropolitana, cruzaram os braços.

Foto: Jadson Marques/R7

Funcionários de empresas de ônibus dos cinco municípios da Região Metropolitana reivindicavam um aumento de 16%, além de 40% na cesta básica, enquanto o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) oferecia 10%.

Nos cinco dias de paralisação, cerca de 1,5 milhões de pessoas foram afetadas, diariamente, pela falta de coletivos nas ruas. Os poucos que circulavam estavam sempre lotados, o que ocasionou muito atraso para os trabalhadores da região.

Para aqueles que não dependem dos ônibus, os dias de greve também ocasionaram problemas. O trânsito ficou caótico nos dias de paralisação. Os motoristas que decidiram ir trabalhar de carro enfrentaram longos engarrafamentos ocasionados pelo número elevado de carros nas ruas, acima da média.

Durante a greve o presidente da CDL Niterói, Fabiano Gonçalves, em entrevista ao jornal O Fluminense, estimou que os comerciantes da região tiveram uma queda do faturamento de 50% em um único dia.

 

Foto: Fabiano Rocha / Extra

“Teve loja no centro da cidade que não abriu, outras abriram com um quadro reduzido de funcionários e outras que fecharam antes de o expediente encerrar. Foi um dia muito atribulado para o comércio, principalmente por ser fim de mês e de nos encontrarmos a dias de um feriado importante. Hoje, o faturamento foi afetado no mínimo em 50%, pode-se considerar um dia perdido de trabalho. Não só pela falta dos funcionários, mas pela ausência dos clientes. Um prejuízo financeiro e social, sem dúvidas”, apontou Fabiano na sexta-feira, segundo dia de greve.

Outro agravante é a proximidade com a Páscoa, a terceira data que mais movimenta o comércio varejista, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. A paralisação acarretou em uma menor movimentação nas lojas, que, com um quadro menor de funcionários, abriram mais tarde e fecharam mais cedo.

Os grevistas decidiram suspender a paralisação e aceitar o valor inicialmente oferecido, que era de 10%. A categoria também conquistou um aumento na cesta básica de 25% sobre a cesta básica, manutenção da gratuidade e auxílio para a compra de uniforme. Os valores ficaram abaixo da pedida dos rodoviários.