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Greve dos bancários. Quem paga?

Uma coisa é fato. A CDL Niterói não se exime e reconhece que greves são movimentos legais. Afinal, é um direto constitucional, onde o trabalhador, a fim de forçar a melhoria nas condições que entendam como prejudiciais aos seus interesses e ao seu trabalho, esperam que suas reivindicações sejam ouvidas.

No entanto, o que vemos, quando o assunto é greve, são discordâncias das propostas de acordos coletivos que parecem não ter fim. E quem paga o preço é a população, que precisa do serviço, mas não pode contar com ele. Na verdade, qualquer paralisação de serviço seja dos rodoviários, dos servidores dos INSS, escolas públicas, bancos, etc., quem sofre é a população.

Não há dúvida de que os sindicatos fazem o seu papel para buscar vantagens como: melhores salários, benefícios, e melhores condições de trabalho para seus associados. Mas, às vezes é necessário realizar um trabalho de conscientização para que esses movimentos não passem uma mensagem negativa afastando o apoio da população.

Trazendo para a realidade, vamos falar da greve dos bancos, que não é nenhuma novidade, pois todo ano neste período ela se repete. No entanto, os bancos com o advento dos caixas eletrônicos, não são impactados pela greve. Até porque a queda de negócios na economia e, consequentemente,  as dificuldades de capital de giro, acabam favorecendo diversas operações  internas que não dependem de atendimento. E quem eleva o lucro são os bancos.

Enfim, não julgo o direito de lutar por melhorias, seja no trabalho, na política ou mesmo na vida. Sou defensor dos direitos e toda a minha trajetória profissional e de vida são marcados por essa ideologia. Mas, sinceramente, nesse caso em especial, deixo claro que esse direito perde o sentido quando essa categoria impede a população de ter o direito de usufruir os serviços que contrataram e, ainda, pagam mensalmente, haja greve ou não.

Para nós, “meros mortais”, fica apenas o questionamento: Até quando vamos pagar a conta de situações onde não somos responsáveis? É preciso ter consciência do quanto essas paralisações gerais custam para a população!

Seguimos esperando por respostas!

Joaquim Pinto

Presidente do Conselho Superior da CDL Niterói