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IBGE: deterioração do emprego e da renda explica retração no consumo das famílias

Rio – A retração no consumo das famílias no segundo trimestre de 2015 é consequência da conjuntura adversa, avaliou a coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis. “Tivemos deterioração de indicadores de emprego e renda. O crédito já tem crescimento nominal abaixo da inflação, com alta de 4,7% (ante segundo trimestre de 2014). Além disso, a inflação acelerou, a Selic aumentou e o crédito já não está crescendo em termos reais”, disse Rebeca.

 O IBGE apontou que a taxa básica de juros, Selic, ficou em 13,1% ao ano na média do segundo trimestre deste ano, contra 10,9% em igual período de 2014. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 8,5% em 12 meses até o segundo trimestre de 2015, ante 6,4% em igual período do ano passado.

 Entre abril e junho de 2015, o consumo das famílias caiu 2,1% em relação ao primeiro trimestre deste ano, o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2001. Em relação ao segundo trimestre de 2014, o consumo das famílias recuou 2,7%, o pior resultado desde o último trimestre de 1997 neste confronto.

 

Indústria

 Rebeca destacou também que a queda de 8,3% no Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação no segundo trimestre de 2015 em relação a igual trimestre de 2014 foi puxada pela redução na produção de máquinas e equipamentos e também pela indústria automotiva.

 Pelo lado da demanda, o recuo interanual de 11,9% dos investimentos – a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – foi afetado pela redução na produção e na compra desses bens de capital – que incluem as máquinas e equipamentos e também veículos, como caminhões e ônibus.

 “Houve queda na importação e na produção de bens de capital. Também houve desempenho negativo da construção civil”, disse Rebeca. Segundo a coordenadora, as mudanças nas condições de financiamento afetaram a demanda por caminhões, com consequente impacto na produção.

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