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Inadimplência do consumidor tem 2ª queda consecutiva

A inadimplência do consumidor registrou queda de 1,5% em julho ante junho, informou a Serasa Experian. O movimento é atípico para esta época do ano: é a segunda vez desde 1999, quando o indicador foi criado, que o mês registrou variação negativa. Em julho de 2005, houve recuo mensal de 3,9%. A queda de julho também foi a segunda mensal consecutiva do indicador, pois em junho deste ano houve queda de 0,5% ante maio.

Na relação anual – julho deste ano ante o mesmo mês do ano passado – a inadimplência aumentou 10,5%. Essa alta, porém, foi a menor desde julho de 2010, segundo a Serasa.

No acumulado do ano até julho ante o mesmo período do ano passado a inadimplência do consumidor cresceu 17,8%. No ano passado, o mesmo período, comparado com 2010, acumulou aumento maior, de 22,5%.

De acordo com a Serasa Experian, a inadimplência do consumidor normalmente cresce em julho por conta das compras parceladas do Dia das Mães, do Dia dos Namorados e dos gastos com as férias escolares.

Este ano, no entanto, houve queda devido ao recuo no comprometimento da renda, aos juros mais baixos e aos lotes recordes de restituição do Imposto de Renda que colaboraram para o pagamento de dívidas, evitando a expansão da inadimplência, na avaliação da empresa.

Tipos de dívida

A redução da inadimplência nas dívidas com os bancos puxou a queda do indicador da Serasa em julho, com variação negativa de 4%. Já o atraso no pagamento das dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviço como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) cedeu 0,8%.

Já os títulos protestados e os cheques sem fundos tiveram variações positivas e contribuíram para que a inadimplência do consumidor não caísse ainda mais em julho.

A Serasa também informou que o valor médio das dívidas com os bancos teve queda de 1% de janeiro a julho de 2012, para R$ 1.295,34, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Já as dívidas não bancárias, os cheques sem fundos e os títulos protestados tiveram alta de 16,6%, 11,4% e 6,8%, para R$ 351,20, R$ 1.476,45 e R$ 1.423,57, respectivamente.