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Indicador antecedente de emprego tem maior nível desde 2010

Dois indicadores calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para verificar tendências do mercado de trabalho apresentaram resultado positivo em janeiro de 2017.

O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp) subiu 5,6 pontos e alcançou 95,6 pontos. O índice é o maior desde maio de 2010 (98,7). O mês  também apresentou recuperação em relação a dezembro de 2016, quando houve recuo de 3,1 pontos.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que avalia a opinião dos consumidores sobre a situação atual do mercado de trabalho, também foi positivo no primeiro mês de 2017. O ICD recuou 1,0 ponto. A queda interrompeu a sequência de quatro altas consecutivas.

“Os resultados do Iaemp foram puxados por um retorno do otimismo na indústria quanto ao futuro e devem estar relacionados ao ciclo de redução da taxa de juros iniciado no ano passado pelo Banco Central”, explica o economista da FGV Fernando de Holanda.

Ele destaca que a queda da taxa de juros ganhou força logo no início de 2017 e que deve contribuir para acelerar a economia ao longo do ano.

A alta do Iaemp foi influenciada por indicadores que medem a expectativa para negócios nos próximos seis meses e o ímpeto de contratações nos próximos três, ambos da Sondagem da Indústria. Os índices tiveram variações de 11,1 e 10,9 pontos, respectivamente.

Em relação ao ICD, a classe do consumidor que mais contribuiu para a queda do indicador foi o grupo dos consumidores com renda mensal familiar entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil, cujo Indicador de percepção de facilidade de se conseguir emprego (invertido) recuou 4,6 pontos.

Fonte: Portal Brasil