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Integrando o racional com o emocional da empresa

É inegável: o mundo dos negócios, pós 2008, mudou para sempre. Apesar de muitos de seus princípios e valores serem milenares, ainda assim, testemunhamos uma restauração vigorosa. Questões como as relações humanas e suas emoções, antes sufocadas pelo dia-a-dia das empresas, agora colocam em cheque seus pensamentos estratégicos, pressionados até mesmo pelo maior sensor da sustentabilidade – a própria sociedade.

Enquanto as instituições e as empresas se deparam com a nova ordem dos negócios, o contexto globalizado ressoa uma nova “normalidade” que demanda das empresas em sintonia constante com as dinâmicas humanas. Tais dinâmicas se deparam com uma crise de identidade das empresas e seus efeitos virais, que atacam os líderes e contaminam as diversas gerações que nelas convivem simultaneamente. Urgem-se lentes límpidas para um olhar clarividente sobre as relações humanas nas organizações, propiciando o engajamento com os seus aspectos emocionais, predominantemente sucumbidos pelos anseios dos negócios e por ainda presenciarmos o estigma dedicado a essa arena.

Há tempos que vemos esculpida a identidade das empresas em declarações de “missão, visão e valores”, fadadas a estampar as paredes das empresas e seus ostentosos web-sites. Mas os ventos mudaram e essa cultura pré-modulada, mesmo que orientadora por vezes, se tornou outra bolha de estouro iminente, caso mantida defasada da realidade em seu ritmo voraz de transformação. A nova ordem dos negócios espera que seus líderes não apenas apontem para um rumo assegurado pelos processos do racional, mas que encontrem nos calabouços de suas organizações o que há de mais intrínseco e essencial – o emocional.

Cabe às instituições, ao mundo dos negócios e, inclusive, ao meio acadêmico, desbravar novas rotas para o seu redescobrimento.  Desta vez, para se manter o rumo em meio às correntezas e tempestades, já não bastam apenas táticas de inovação como estratégia de reinvenção, mas sim, como consequência de uma abordagem que integre o composto racional-emocional das empresas, prestando sustentação e fomentando o processo de conexão com sua identidade.
Oxigenar a identidade da empresa, refletindo a sua essência, é função crítica dos seus líderes. No papel de porta-vozes da identidade empresarial, cabe a eles conduzirem a conexão com a sua essência através da conscientização de “quem a empresa realmente é”, indo além da seleção de seus valores e virtudes, mas pisando no terreno de suas crenças, suas intenções profundas e, principalmente, suas emoções já tão subdesenvolvidas enquanto sob o controle do antecessor modelo mental dos negócios. Fruto dessa conscientização, ressuscita-se a estrutura profunda da identidade da empresa, trazendo-lhe à vida, tornando-a fonte emanadora de suas diversas manifestações, personificando o que ela é em seu âmago de dentro para fora, e revelando-se, de maneira convicta e integral, em seus comportamentos e práticas – a estrutura superficial da identidade. Ocorre, assim, a transmutação para um novo padrão de existência da empresa: internamente, nas relações humanas e seu modelo mental, integrando o “racional” e o “emocional” e, externamente, na interação com o contexto sistêmico no qual está inserida.

No novo mundo dos negócios é fundamental que haja o alinhamento de toda a empresa com a sua identidade. É o que as empresas têm constatado em números crescentes, incluindo, entre outros, empresários e franquias locais do ramo de alimentação que têm recorrido à metodologia de coaching e obtido sucesso com essa abordagem socratiana. Através do coaching empresarial, a empresa integra o seu componente emocional com o racional, a estrutura profunda com a estrutura superficial, descobrindo e elucidando a sua direção, governando os fatores sistêmicos, certificando-se das crenças que a limitam e daquelas que a potencializam, revigorando seu modelo mental e sua identidade. Nesse processo a empresa expande o senso de si mesma e seu propósito maior, incorporando as dimensões autênticas do seu ser e de sua genialidade.

Com a integração do emocional com o racional, acontece a mudança evolutiva da identidade, ampliando o campo de novas descobertas, inovação e reinvenção autênticas. Transmutam-se aqueles padrões comportamentais arraigados, porém já deteriorados, para uma existência alinhada com sua essência e congruente com sua vocação. Assim é a empresa na rota da nova ordem dos negócios, integrando o seu campo racional e emocional, de dentro para fora e em unidade com o mundo que a rodeia.

 

Luiz Augusto Paiva

Coaching Executivo, Equipes e Grupos
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