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Lojistas amargam prejuízos com manifestações

Proprietários contabilizam queda de 50% nas vendas nos dias em que há protestos, além dos gastos com reforma dos estabelecimentos que são depredados

 

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O comércio da cidade de Niterói já sente os impactos nas últimas semanas contra a tarifa das Barcas, os gastos do governo federal com a Copa das Confederações e por mais recursos à saúde e educação. Para evitar problemas, os comerciantes precisam liberar os funcionários mais cedo e fechar as portas, o que tem causado queda nas vendas.

Para a dona de uma loja de peças do Centro, Alda Helena Walberto, as vendas caem pela metade nos dias de manifestação.

“Podemos dizer com toda certeza que as manifestações estão atrapalhando os comércios da cidade, porque as pessoas simplesmente sumiram das ruas. Na minha loja as vendas caíram 50%. Além desse prejuízo, ainda temos medo de termos nossas lojas depredadas, o que já aconteceu com muitos no entorno”, afirmou Alda.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói, Fabiano Gonçalves, o comércio e as empresas de serviços estão sentindo o reflexo dos protestos no bolso.

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“A perda está sendo muito significativa para todos os segmentos envolvidos. Mesmo quando não há manifestação, apenas o boato tira do cliente o estímulo de ir às compras. O sentimento é que o povo está amedrontado. O comércio de rua está tendo perdas significativas e precisamos reagir a tudo isso. Muitos que vivem de comissionamento terão dificuldades em manter seus rendimentos médios; lojistas estão preocupados em como fazer para quitar obrigações. os grandes centros de compras (shoppings) estão tendo que fechar as portas. Sugiro que pensemos em outras soluções para manifestarmos, e há, por exemplo, os domingos à tarde, sem atrapalhar a rotina do cidadão, do empresário, do lojista e do estudante.”

Ainda de acordo com Fabiano, o prejuízo estimado pela Fecomércio no Estado do Rio é de R$ 350 milhões por dia.

Além da queda nas vendas, os comerciantes afirmam que o fluxo de clientes foi observado 50% menos nos dias de passeata. Eles relataram que os atos prejudicam o fluxo de clientes, a entrega de encomendas e ainda provocam inseguranças em função dos congestionamentos, barulho dos automóveis, além de sujeira.

“A nossa loja também trabalha com a entrega de material de construção, mas com essas manifestações estamos devendo aos clientes essas entregas. Nós precisamos dispensar os funcionários mais cedo e não estamos cumprindo com o nosso calendário. Realmente estamos sendo muito prejudicados”, afirmou o gerente de uma loja de materiais de construção no Centro, Ronaldo Teixeira.

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