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Luiz Vieira, Presidente da CDL lembra que os comerciantes estão tomando medidas, já que foi decretado como foi decretado o fechamento de lojas nos shoppings, academias e estão restringindo o número de pessoas na rua. – A Tribuna 18/03/2020

Comércio teme colapso do setor por conta do coronavírus

Muitos estabelecimentos comerciais de Niterói já vem adotando as medidas recomendadas nesta terça-feira (17) pelo Governo do Estado. Algumas academias já fecharam outras suspenderam as aulas coletivas. Além disso, restaurantes já tem diminuído o número de mesas, aumentando assim os espaços entre os clientes. Mas a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói alerta que com a falta de dinheiro circulando pode acarretar em entalecimentos fechando e pessoas sendo demitidas.

Luiz Vieira, presidente da CDL lembra que os comerciantes estão tomando medidas, já que foi decretado como foi decretado o fechamento de lojas nos shoppings, academias e estão restringindo o número de pessoas na rua.

“Isso para o comércio é muito preocupante. Porque nossa pergunta é: quem vai pagar a conta? Nós temos funcionários, impostos, fornecedores. Temos uma série de custos. Se não tiver a movimentação, a gente quebra e vai haver desemprego”, declarou.

O presidente da CDL lembrou que na cidade uma medida já foi tomada como a cobrança do ISS, mas que outras a níveis estadual e federal precisam ser fixadas.

“Hoje estamos precisando de apoio. Tem a questão do ISS pela Prefeitura que é muito positiva, mas o Governo do Estado até agora não fez nada. A única coisa foi fechar e proibir, como que ficam os tributos?”, questionou Luis, dizendo que já foram requeridas medidas ao Estado.

O comerciante Rafael Elias, de 54 anos, é uma das pessoas que está preocupada. Ele vai começar a partir de hoje a fazer rodízio de funcionários dentro de seu estabelecimento, mas se o movimento continuar caindo, ele não sabe como vai fazer.

“As ruas estão desertas, entendo que temos que ficar em casa, mas precisamos de ajuda, se não a economia vai quebrar”, declarou.

No decreto desta terça, além de medidas para combater a propagação do coronavírus, o governador Wilson Witzel afirmou que liberará uma linha de crédito de financiamento no valor de R$ 320 milhões para micro, pequenas e médias empresas fluminenses, com carência de 12 meses. O objetivo da iniciativa é compensar os eventuais prejuízos em virtude da diminuição da atividade econômica no Rio de Janeiro por causa das medidas de contenção ao Covid-19.

“Para não agravar mais a situação do Estado do Rio, vamos disponibilizar R$ 320 milhões para ajudar micro e pequenas empresas e empreendedores, que são os que mais sofrem. O financiamento terá carência de 12 meses. Acreditamos que esta crise não durará, se trabalharmos bem, mais de seis meses. O período de três meses é o pior até adequarmos os serviços para receber os pacientes graves”, ressaltou Witzel.

Recomendações

“Estamos passando instruções para que haja liberação dos funcionários que estão no grupo de risco e para os demais uma escala. Assim como fazer uma escala nos horários, para diluir a utilização dos transportes públicos, para que não haja uma aglomeração nas ruas”, esclareceu Luis Vieira, que recomendou que quando possível, conceder antecipadamente as férias.

Quem passa pelos polos gastronômicos de Niterói percebeu que o volume de mesas diminuiu. Onde antes haviam 12 mesas, por exemplo, nesta terça-feiar (17)eram apenas seis, aumentando o espaço entre elas. Outra medida é a constante higienização dos locais comuns. Com sabão e álcool em gel.

Concurso adiado

A Prefeitura informou que foi publicação no Diário Oficial desta terla, a suspensão de prova de concursos públicos marcados para o período até o dia 31 de março. Novas datas serão remarcadas assim que recomendado pelas autoridades de saúde. O principal concurso afetado é o da Fundação Municipal de Saúde de Niterói que aconteceria neste domingo. Seriam 410 vagas em todos os níveis de escolaridade.