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Niterói clama por segurança

Unidos contra a violência que amedronta Niterói, lojistas da cidade resolveram funcionar à meia porta durante trinta minutos na tarde do último dia 12 de agosto. O motivo do ato foi o luto pelo assassinato – ocorrido na semana anterior – do comerciante e radialista Alex Mariano Franco, 59 anos, morto após uma tentativa de assalto a sua loja de ferramentas. Presidentes das entidades representativas do comércio fizeram uma concentração em frente ao estabelecimento da vítima do latrocínio, na rua Visconde de Sepetiba, 188, Centro.

Na foto (esq. para a dir.): Leandro Santiago de Barrros, presidente do Conselho Comunitário de Segurança; Charbel Tauil (vice-presidente do Sindilojas Niterói); Sérgio Corrêa (diretor da Associação Comercial); Fabiano Gonçalves (secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e presidente da CDL Niterói); José Luiz Pascoal (presidente do Sindilojas Niterói); Luiz Vieira (diretor da CDL), e o comerciante Marcos Mariano, irmão de Alex Mariano. Foto: Sindilojas

O ato reuniu 50 pessoas entre comerciantes, familiares da vítima e populares. Durante a semana, organizadores do ato – intitulado “O Comércio pede Paz” – distribuíram três mil panfletos informativos nas lojas do centro da cidade, o que resultou em grande adesão por parte da categoria. Representantes da classe leram uma carta que será entregue ao Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, na esperança de que uma reunião seja marcada e respostas concretas sejam apresentadas à sociedade.

A decisão foi tomada durante uma reunião envolvendo entidades comerciais e o Prefeito Rodrigo Neves. Ao final da reunião, os membros da comitiva emitiram a seguinte declaração: “Niterói não mais pode ser vista e tratada como mera periferia, recebendo recursos flagrantemente incompatíveis com suas necessidades. Queremos prosseguir prestando serviços à população, mantendo empregos, recolhendo impostos e movimentando a economia local e regional.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Niterói, Fabiano Gonçalves, solicitou que a Polícia Militar aumente o seu efetivo para dar mais segurança à população, principalmente aos comerciantes. “A situação requer amplo diálogo. Queremos uma audiência com o secretário. Nosso intuito não é ficar manifestando e sim ter soluções. O 12o BPM (Niterói) já teve 1,8 mil homens na década de 80 e hoje temos pouco mais de 700. Não podemos entender que isso seja normal”, disse.

Ainda segundo Fabiano, na maioria das vezes os criminosos agem pilotando motos e atacam os comerciantes em horário de menor movimento como no início da manhã e no fim do expediente. “Muitos deles nem tiram os capacetes. A maior dificuldade da nossa segurança é porque tem poucos policiais militares andando nas ruas”, ressaltou.

Fabiano Gonçalves concedeu entrevista para o RJTV 1ª Edição, de 12/08. Assista >

O presidente do Sindicato dos Lojistas de Niterói (Sindilojas), José Luiz Pascoal, também pediu mais segurança para a cidade. “Esse movimento não é apenas do comércio, mas também da sociedade de Niterói que vem passando por um processo de violência já há bastante tempo. Estamos chegando em um limite máximo de tolerância.O efetivo fixo do 12o BPM é o principal ponto. Niterói cresceu e o efetivo diminuiu, isso é um contrassenso”, alertou.

Segundo os últimos dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio, até maio deste ano, já haviam sido registrados nas delegacias de Niterói 63 homicídios dolosos (com intenção de matar) e 1.373 casos de roubos a pedestres.

[box] Troca de comandante

No mesmo dia em que ocorreu o ato contra a violência que assombra a cidade de Niterói, a Polícia Militar fez alterações nos dois principais batalhões do região Leste Fluminense: o 7o BPM, de São Gonçalo e o 12o BPM, de Niterói. O primeiro, que antes era comandando pelo tenente-coronel Luiz Eduardo Freire, passou a ser chefiado por Carlos Eduardo Sarmento da Costa. Já o comando de Niterói foi assumido pelo tenente-coronel Gilson Chagas Silva e Filho, 44 anos, substituindo André Luiz Belloni, que ficou apenas quatro meses no cargo. A Polícia Militar informou que o tenente-coronel Gilson Chagas adotou novas estratégias de policiamento para a cidade, como as operações de fiscalização em veículos. Além disso, o batalhão de Niterói recebeu o reforço de novos policias militares.[/box]