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Novas exigências da ANS encarecem planos de saúde

A norma baixada pela Agência Nacional de Saúde (ANS), em dezembro de 2011, determina que os beneficiários dos planos de saúde não poderão esperar mais de 7 dias por consultas com especialistas em Pediatria, Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia. Enquanto os serviços de diagnósticos por laboratórios de análise clínica em regime ambulatorial, devem ser realizados em até 3 dias. Já os procedimentos de alta complexidade têm de ocorrer, no máximo, em 21 dias.

Ainda segundo a diretriz da Agência Nacional de Saúde, as operadoras devem garantir o atendimento de seus clientes em prestador não credenciado no município ou o transporte até um autorizado mais próximo.

A fim de entender os efeitos das novas exigências da ANS sobre o mercado de planos de saúde, a revista “O Lojista” entrevistou o presidente da Unimed Leste Fluminense, o médico Carlos Jardim. De acordo com o executivo, os reflexos imediatos das decisões da ANS impactam diretamente em dois setores da Unimed.

“Tivemos que adaptar o setor Operacional. Ocorreu também impacto nos custos do Atendimento, em virtude da alteração causada em nosso cálculo atuarial, que define o valor das mensalidades”, disse Dr. Carlos.

Como consequência dessa realidade, o presidente da Unimed Leste Fluminense admite que, inevitavelmente, os preços dos planos encarecerão.

“As operadoras de saúde trabalham com margem muito pequena devido aos custos das exigências regulatórias, sendo necessário, para manter o equilíbrio econômico, repassar esses valores, após cuidadosa revisão dos custos internos, aos consumidores”, explicou ele.

Para se adequar ao estabelecido pela ANS, a Unimed, revela Carlos Jardim, ampliou sua rede de consultórios, médicos, psicólogos e nutricionistas, entre outros. E também agilizou o desempenho da Central de Atendimento. Mais uma iniciativa, acrescentou o médico, foi intensificar as parcerias com os prestadores de serviço.

Concluindo sua análise sobre os efeitos que a recente determinação terá sobre o mercado de planos de saúde, Carlos Jardim esclarece: “As empresas operadoras com um número menor de clientes e prestadores (rede menor) se adaptarão mais rapidamente às novas exigências, mas sofrerão as mesmas consequências operacionais e atuariais. Já as grandes operadoras terão maiores dificuldades em se adaptar”.