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Pesquisa do SPC Brasil

De acordo com uma pesquisa nacional do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que 41% dos consumidores brasileiros já foram ou estão impossibilitados de fazerem compras a prazo por estarem com o nome “sujo”. Apesar deste cenário incluir pessoas das classes A e B, o estudo mostra que são os brasileiros das classes C e D os que mais sofrem com a situação da inadimplência.

Os motivos principais são a falta de planejamento financeiro e a dificuldade de avaliar o quanto efetivamente pagam quando fazem compras parceladas.

O estudo aponta uma relação direta entre renda e escolaridade: quanto maior o faturamento mensal per capta, maior o nível de instrução destas pessoas.

E para o economista do SPC Brasil, Nelson Barrizzelli, um dos fatores que evitaria a inadimplência é justamente o conhecimento dos juros embutidos nos financiamentos.

O problema é ainda mais grave quando se observa que 64% das famílias com renda até R$ 3.835,00 possuem entre um e quatro cartões de crédito. Nas famílias com renda acima desse limite, o percentual é de 77%.

Para o SPC Brasil, o país obteve ganhos qualitativos importantes nos últimos anos e parte destas conquistas deve-se à expansão do crédito. O uso consciente do crédito é especialmente importante para famílias de menor poder aquisitivo, pelo fato de poderem ter acesso a bens e serviços que não teriam caso tivessem que fazer pagamentos à vista.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil têm alertado tanto varejistas como consumidores de que o uso correto do crédito é um poderoso instrumento para auxiliar o desenvolvimento do país e trazer mais bem estar para as famílias.

“Tomar crédito sem capacidade para avaliar as consequências desse ato pode levar um país a crises como a que ocorreu em 2008, nos Estados Unidos.“

“Naquele país, nos anos que antecederam essa crise, quem ofereceu crédito para quem não podia tomá-lo, agiu de forma irresponsável uma vez que sabia estar lidando com tomadores de alto risco. As consequências repercutiram em todo mundo”, avalia Barrizzelli.