Em: Notícias CDLNITEROI

QUEM PAGA A CONTA?

O empresário neste país é sempre visto como o vilão da história. Somos taxados como “ricos”, como se o nosso dinheiro fosse ganho sem sacrifícios e com a exploração alheia. Infelizmente, é esta a visão que grande parte da população tem a nosso respeito. Afinal de contas, para os nossos funcionários somos o algoz, o explorador. E quando somos ajuizados na Justiça do Trabalho, mesmo cumprindo tudo conforme determina a lei, constatamos que a justiça só favorece um lado, e é a do empregado.

As injustiças não param por aí! E até quando somos ajuizados pela Defesa do Consumidor, tomamos como sempre o lugar de errado. Pois em suma, o consumidor é frágil, mesmo que existam pessoas que por conhecerem esta “propensão”, utilizam-se desta vantagem como um meio de benefício próprio, ou melhor dizendo, meio para ganhar dinheiro fácil. Isto sem contar que em qualquer das situações citadas acima quem sempre precisa provar a inocência é o empresário.

O governo tenta colocar a responsabilidade dos erros administrativos em nossa conta aumentando impostos, criando encargos, como a taxa de transmissão de dados, aumentando alíquotas de substituição tributária, e até tenta recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Mesmo sendo de conhecimento de todos que a CPMF nunca foi direcionada para o objetivo proposto.

No entanto, mesmo em meio a tantas dificuldades, exercemos um papel fundamental na empregabilidade, geramos renda e alimentamos o mercado suprindo as necessidades das pessoas. Pagamos impostos e por isto, existem meses que mesmo sem lucro é preciso fazer mais investimentos.

Investimos nosso capital, corremos riscos, somos fiscalizados e taxados a termos lucros irreais.  Ao longo dos anos, passamos a ter muito mais deveres do que direitos. E por conta desta dura realidade é necessário ter representantes em todas as esferas de governo que façam parte do movimento empresarial. Só assim nossos interesses serão discutidos. Essa é maneira de vetarmos votações como a que ocorreu na questão da Taxa Única de Serviços Tributários.

Nosso desejo é de que nessas questões referentes a taxas e impostos, pelo menos, possamos articular com representantes a fim de defender o nosso ponto de vista. Hoje já existem várias frentes que possuem suas bancadas de representação da sociedade, e nós empresários também temos que querer. Precisamos nos unir para lutarmos em prol dessa criação. E o caminho para atingirmos nosso objetivo é através do voto consciente.

Vamos juntos!

Joaquim Pinto

Presidente do Conselho Superior da CDL Niterói