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Reação contra os altos juros dos cartões

Os altos juros dos cartões cobrados pelos bancos, podem estar com seus dias contados, depois das reações da presidente Dilma Roussef e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Levantamento realizado pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), entre julho e agosto, mostrou que os bancos reduziram encargos em quase todas as linhas de empréstimo e financiamento, sem mexer na taxa média do crédito rotativo do cartão, que se manteve em 238% ao ano.

 

 

Para o presidente do Banco Central, “o que assusta o governo, é o fato do mercado de cartões estar se expandindo rápido – 20% ao ano – principalmente entre a população de baixa renda, que não tem o conhecimento necessário de administração de finanças”. A presidente Dilma Roussef deixou claro “que não descansará enquanto os juros dos cartões não caírem para juros civilizados. Isso porque o Banco Central tem feito a sua parte, ao reduzir o custo do dinheiro”.

A taxa básica Selic, parâmetro para a formação de todos os encargos cobrados em empréstimos e financiamentos, mantém-se em 7,5%. Segundo o diretor da Anefac, Miguel Ribeiro Oliveira, em reação aos juros exagerados, os consumidores ainda contam com raras alternativas para comprar a prazo, sem precisar dos cartões, com o espaço para que o crédito como um todo fique mais barato.