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Rio terá mais de 450 oportunidades com a Copa 2014

Sebrae/RJ apresenta mapeamento que engloba seis setores da economia fluminense

A paixão nacional pelo futebol e a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil gerou esperanças de lucros para diversos setores. De acordo com o Mapa de Oportunidades para Micro e Pequenas Empresas no Rio de Janeiro, encomendando pelo Sebrae à Fundação Getúlio Vargas e divulgado recentemente, o Rio de Janeiro apresenta 453 oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas fluminenses em seis setores – construção civil, tecnologia da informação, madeira e móveis, têxtil e vestuário, turismo e comércio varejista. O estudo avaliou o panorama nas 12 cidades-sede da Copa, e mostra que em todo o país serão criadas mais de 900 oportunidades de negócio em nove setores.

O estudo prevê que o impacto mais significativo da Copa será na economia, onde serão injetados R$ 183 bilhões ao PIB até 2019. Os valores que os jogos nas 12 cidades podem chegar até R$135,7 bilhões até o fim do ano, sendo R$ 9,4 bilhões com receitas adicionais devido ao fluxo turístico gerado.

“A projeção até 2019 é baseada no que aconteceu em países como a Alemanha e a África do Sul, que tiveram reflexos além do evento em si. Os valores apresentados são referentes ao somatório das ações realizadas. Apesar da nossa economia não contar com projeções otimistas, estamos em uma linha crescente e a veia empreendedora é uma geradora de recursos para o país”- analisa Yeddo Bittencourt, coordenador do projeto Sebrae 2014.

No Rio, grande parte das oportunidades está no setor de construção civil. Ao todo, são 109 possibilidades de negócios mapeadas, sendo previsto que em todo o território nacional sejam investidos R$33,1 bilhões com obras de infraestrutura, mobilidade urbana, etc. Parte destas oportunidades surgiram da condição de fornecedores ou prestadores de serviços para as grandes empresas. Entre as atividades identificadas estão as relacionadas a canteiros de obras, comércio atacadista de ferragens, entre outras.

Em segundo lugar, o varejo apresenta 83 oportunidades de negócios, como a implementação de negócios maiores, como a abertura de mercadinhos e padarias até a comercialização de cartões postais, mas cautela se faz necessária, como indica Yeddo.

“A primeira recomendação é que o empreendedor busque por informações, elabore um plano de negócios e conheça seus concorrentes. A necessidade de tomar decisões rápidas faz com que todo o conhecimento sobre as etapas anteriores o faça ser mais assertivo quando necessário”, aconselha o gerente do Sebrae.

Em terceiro, o setor de turismo. São 80 oportunidades de prestações de serviços diretos e indiretos, como serviços de emissivo e receptivo por agências de viagem, de guia de turismo, pensões e pousadas, entre outros. Outro setor de oportunidades de comércio é o têxtil e vestuário, com 64 oportunidades. Entre as principais opções de negócios está o mercado de estamparia, como a criação de estampas relacionadas à cultura brasileira e ao universo do futebol, o design têxtil, etc.

Preparação: Dois setores que não costumam estar diretamente relacionados ao Mundial também foram bem avaliados pelo Sebrae/FGV no Mapa de Oportunidades.

O primeiro é o que compreende a tecnologia da informação, com a implantação de redes de comunicação até aluguel de computadores, totalizando 72 oportunidades. Já no setor de madeira e móveis foram identificadas 45 possibilidades, como fornecimento de madeira para produção de móveis.

Além do estudo, o Sebrae também realiza o programa de capacitação para apoiar os empreendedores a se tornarem mais competitivos com as oportunidades oferecidas. Em Niterói, empresários e empreendedores já tiveram a oportunidade de participar de cursos e consultorias que ajudaram a modificar a realidade de seus negócios.

No setor do turismo, a empresária Vanessa Lopes Dias, proprietária do Hostel Lar Solar Gragoatá, já aumentou sua margem de lucro em 20%, apenas com a participação em um curso de Administração e Finanças e comemora.

“Uma empresa da área de petróleo e gás fechou 60% das vagas para hospedar funcionários durante as viagens. ”, celebra Vanessa.

O exemplo do negócio de Vanessa é apenas uma das possibilidades que o setor pode contar, como explica a gestora em Niterói do projeto Sebrae 2014, Marinez Brettas de Souza.

“A proposta é fazer com que o empresário perceba o potencial e a abrangência do seu negócio, capaz de participar de um grande evento e até em projetos do porte do Complexo Petroquímico da Petrobras (Comperj). Ele pode fechar ótimos negócios com os terceirizados”.