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Taxa de juros para pessoas físicas registram o menor nível em 18 anos

As taxas de juros cobradas pelos bancos para as pessoas físicas caíram 0,6 ponto percentual e chegaram, em agosto, a 35,6% ao ano: é o menor nível da série histórica do Banco Central (BC).

 

 

A autoridade monetária começou a registrar os dados no início do Plano Real, em 1994. As informações foram divulgadas na manhã desta quarta-feira.

— É uma queda significativa em termos mensais – afirmou o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel.

Já o spread bancário – a diferença entra o custo do dinheiro para a instituição financeira e por quanto ela repassa para as famílias – caiu 0,7 ponto percentual no mês passado e chegou a 27,7 pontos percentuais. É nessa diferença que está o lucro dos bancos.

A inadimplência da pessoa física ficou estável em 7,9% em agosto. Para o BC, a tendência continua a ser de queda. A justificativa das autoridades é que depois de uma safra de empréstimos ruins, com prazos muito longos e um alto nível de calote, os bancos ficaram muito mais seletivos na hora de conceder o crédito.

Os cálculos do BC não incluem a redução dos juros do cartão de crédito anunciada nesta segunda-feira pelo Bradesco, e também a da Caixa Econômica Federal, que anunciou nesta terça-feira corte de juros para material de construção.

Diante da decisão dos bancos, HSBC e Santander informaram que estudam a possibilidade de fazer cortes, mas não deram detalhes sobre prazos. O movimento dos bancos privados atende à pressão do governo pela diminuição das taxas.