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Vendas da Black Friday em Niterói crescem 32% no e-commerce – A Tribuna – 01/12/2021

O ‘mês da Black Friday’ já acabou e em Niterói as vendas foram dentro do esperado. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL-Niterói) estimou um aumento de 9% nas vendas, no comparativo de 2020, mas após as pesquisas a alta foi de 5. Mesmo assim foi motivo de celebração pelos empresários. O ‘boom’ nas vendas do e-commerce teve sua alta na venda de eletrodomésticos, eletrônicos, calçados e vestuários.

O presidente da CDL-Niterói, Luis Vieira explicou que mesmo sendo 5% e não os 9% previstos, para as vendas físicas, os comerciantes comemoraram o mês de novembro. “Houve um crescimento e isso é maravilhoso. Não caíram as vendas e quando temos aumento isso é positivo. Os comerciantes ficaram satisfeitos. Tivemos um detalhe nesse ano com algumas propagandas enganosas, que aumentam o preço para depois dar desconto. O consumidor percebe isso. É preciso consciência do empresário que nesse evento tenha que sacrificar a margem de lucro e focar a escala e o montante de venda”, frisou.

Todo o mês de novembro foi positivo para as comercializações e não somente na sexta-feira (26), dia propriamente dito da Black Friday. “O mês de novembro se tornou o mês da Black Friday. E isso é explorado pelos trabalhadores, com a semana ou o mês da Black Friday. Já entrou para o calendário de vendas”, salientou Vieira.

Um levantamento da CySource, especialista em cibersegurança, apontou que os ciberataques cresceram 255% no Brasil durante a Black Friday. De acordo com o estudo, apenas na última sexta-feira de novembro, dia 26, foram registrados 27 milhões, 385 mil casos, enquanto que no dia 19 do mesmo mês aconteceram 10 milhões e 500 mil incidentes. Segundo o estudo, apenas na semana que antecedeu a Black Friday, foram verificados quase 157 milhões de ataques de phishing, um dos golpes virtuais mais comuns, conhecido por enganar as vítimas com sites e aplicativos falsos.

O economista e professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), Gilberto Braga, contou que o evento foi abaixo do esperado e alguns fatores estão ligados a isso, como por exemplo, empreendimentos que usam programa de pontos. Esses estimulam as compras em determinadas compras e geram benefícios futuros que podem ser fora do momento Black Friday, por exemplo. “As vendas ficaram um pouco abaixo da expectativa e isso demonstra que a inflação está corroendo o poder de compra das famílias, refletindo em uma menor disponibilidade de renda para uso no consumo de outros itens que não são essenciais”, exemplificou.

HISTÓRIA DA BLACK FRIDAY

De acordo com o Portal Info Escola a Black Friday foi criada pelo segmento do varejo nos Estados Unidos, e é designado a data da 4ª sexta-feira de Novembro (logo após o feriado de Ação de Graças) e trata-se de uma mega ação de vendas para liquidar os estoques, com ofertas de mercadorias cujos descontos chegam a até 70% do valor normal. Historicamente a data surgiu em 2005, após a polícia de Filadélfia “nomear” o dia após o famoso feriado de Thanksgiving (Ação de Graças), como um dos mais congestionados e tumultuados, de Black Friday, pois a partir desta data iniciava-se o período de compras de Natal e festas de final de ano. Outros relatos descrevem a origem do termo como associado a crise financeira que acometeu os Estados Unidos em 1869 e também em 1966. Ainda neste período, muitos consideravam a ideia da mudança do termo para Big Friday, mas não tiveram muitos votos. E a partir do ano de 1975, o termo se popularizou, quando foi usado como referência a grande movimentação da cidade durante o período. Outra referência ao termo pode ser explicada como origem financeira, onde no ano de 1980, existia uma teoria a qual utilizava a cor preta para indicar balanços positivos e a vermelha para os negativos, sendo que o “período vermelho”era de Janeiro a Novembro.

Fonte: A Tribuna