Em: Notícias CDLNITEROI

Vendas de doces devem crescer até 100% para Cosme e Damião

O dia de São Cosme e São Damião, comemorado dia 27, promete levar muitas crianças à rua para ‘pegar doce’. E quem vibra com a proximidade dessa data é o comércio desse segmento, que já esquentou os estoques e espera aumento das vendas de até 100% na véspera da data comemorativa. 

A Câmara dos Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL) estima que na próxima semana o comércio de doces e guloseimas aumente de 30% a 40% o volume das vendas. “A expectativa é que lojas de brinquedos populares e doces cheguem a dobrar as vendas com a proximidade da festa. É a melhor data de faturamento do ano das lojas de doces”, explicou o presidente da CDL, Fabiano Gonçalves.

Para o Sindicato dos Lojistas do Município (Sindilojas), o aquecimento das vendas de doces pode chegar até os 30%, quando comparado às vendas rotineiras do setor. “Para quem é do ramo de doces, o Cosme e Damião equivale a um segundo Natal pelo aquecimento que representa nas vendas, que só tem similar para eles na época da Páscoa”, comparou o presidente do sindicato, Charbel Tauil.

Porém, apesar do otimismo, alguns comerciantes do segmento temem uma baixa nas vendas. “Em 2013, faltando quinze dias para o dia 27, a loja já estava uma loucura de vendas. As pessoas disputavam as caixas de doces. Acho que os niteroienses vão deixar para comprar na semana que vem. Eu fico na torcida”, comentou uma empresária do ramo que preferiu não se identificar.

Para o aposentado Fernando Vieira, 69 anos, a doação dos doces é uma tradição de família e planejada com bastante tempo de antecedência. “Sou da época antiga e gosto de tudo bem planejado. Não gosto de confusão e prefiro comprar meus doces com calma. Agora só falta montar os saquinhos”, ressaltou. Já para a manicure Mônica Almeida, 31 anos, essa organização não faz parte do seu dia a dia. “Eu não tenho tempo e organização. Sei que vou deixar para comprar tudo na véspera e monto os saquinhos correndo, isso se der tempo de comprar”, brincou.

 

Fonte: Raquel Morais/ A Tribuna