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Vendas no comércio têm alta em novembro, em relação a outubro

Foi por causa das promoções no fim de novembro que as vendas no comércio aumentaram 1,5% no mês em relação a outubro.

As vendas no comércio surpreenderam e subiram de outubro pra novembro do ano passado.
Mas quando se compara com novembro de 2014, o resultado foi o pior em 12 anos.

Kassem vende roupas no atacado e depende das compras de lojistas como o Gilmar. Gilmar, só compra mais se conseguir vender na loja dele no Rio Grande do Sul. Ou seja, os dois só conseguem faturar se o consumidor estiver disposto a gastar. Mas…

“O bolso do consumidor não está aquelas coisas”, comenta uma vendedora.

Aí aperta pra todo mundo.

“O fornecedor, eu estou espremendo e o consumidor está me espremendo e a gente está trabalhando. É a lei de sobrevivência que nem diz, é isso aí”, diz o comerciante Gilmar Guidolim.

Foi por causa das promoções no fim de novembro que as vendas no comércio aumentaram 1,5% no mês em relação a outubro. 

“Essa alta na margem ela era importante, ela recupera patamar de produção em relação aos quatro meses anteriores, mas ela não foi suficiente ainda pra reverter trajetória do comércio varejista quando se olha no longo prazo”, aponta a presidente do IBGE, Isabella Nunes.

Na comparação anual, a queda foi de 7,8%, a maior desde 2003. Resultados como esses deixam os empresários preocupados. E uma pesquisa mostra quais são os maiores temores dos empresários e lojistas brasileiros. Eles estão com mais medo da crise do que da violência, de serem assaltados.

“E o medo vem daquilo que ele não tem mão para o próximo ano que é a crise econômica e os escândalos de corrupção que podem afetar externamente o seu negócio. E essa falta de visão impede que o empresariado faça qualquer investimento no curto e médio prazo”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Mas o mesmo empresário que sente medo por não conseguir enxergar o que vem pela frente na economia também tem esperança. A pesquisa aponta que muitos comerciantes já se adaptaram aos tempos difíceis, enxugaram gastos, inclusive com demissões e não pretendem fazer mais cortes, pelo contrário, estão prontos pra voltar a crescer ainda em 2016.

E 51% dos empresários entrevistados acham que os negócios vão melhorar este ano. Otimismo e muito trabalho.

“Tem crise, ok, vamos trabalhar, então a gente trabalhou muito mais, mas o resultado foi bastante satisfatório”, comenta a comerciante Camila Lopes.

“Também não baixar a cabeça pra crise, é o momento da gente inventar, criar, tem até aquela brincadeira, tira o ‘s’ da crise pra virar crie, é o que a gente procura fazer aqui como empresário”, aponta um comerciante.

 

Fonte: Jornal Nacional/G1